Roma (Itália). Por ocasião da Solenidade da Imaculada Conceição de Maria 2025, a Superiora Geral do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora, Madre Chiara Cazzuola, dirige um Mensagem de saudação a todas as FMA e às Comunidades Educativas:

no clima missionário em que estamos vivendo este tempo, também solicitadas e guiadas pela canonização de Santa Maria Troncatti, pelas recentes celebrações realizadas em Turim e em Gênova pela Primeira Partida Missionária dos nossos Coirmãos Salesianos, e no final do primeiro ano de preparação ao 150º aniversário da Primeira Partida Missionária do nosso Instituto, nesta mensagem quero evidenciar o aspecto missionário mariano da nossa vocação. Somos Filhas de Maria Auxiliadora, num Instituto todo de Maria, que nos quis e continua a estar ativamente presente em nossa vida. É para nós a Guia que nos precede e nos acompanha no caminho.

Parece-me significativo retomar uma das passagens mais belas da Cronistória. Trata-se da manhã de 14 de novembro de 1877. Dom Bosco, depois de ter atendido em confissão as missionárias e ter celebrado cedo, acompanha, junto à Madre Mazzarello, as irmãs e os salesianos ao porto de Gênova.

Tendo chegado ao lugar do embarque, também sobem ao navio (cf. Cronistória II, 289ss). É comovente o cuidado de Dom Bosco e de Madre Mazzarello que, com coração de pai e de mãe, percorrem as cabines para ver como as irmãs e os salesianos estavam acomodados. Quando os que acompanhavam devem deixar o navio, o adeus é certamente dilacerante. A Cronistória nos reporta a muitos particulares emocionantes sobre os quais agora não me detenho, mas, em certo ponto, enquanto o navio se distancia, do mar chega uma onda sonora: é Dom Costamagna que acompanha ao piano o coro “Eu quero amar Maria, quero doar-lhe o coração”. Este canto se espalha ao longe, enquanto o navio deixa o porto… “Eu quero amar Maria, quero entregar-lhe o coração”, Era um canto que Dom Costamagna havia composto em Mornese para as irmãs, e é interessante ler como nasce. Ele compunha na sacristia, onde ensaiava e tornava a ensaiar especialmente as primeiras notas, que destacavam o verso “Eu quero amar Maria…”, e não conseguia ir adiante.

A casa era inundada por esse som, de modo que na oficina já não era possível se ouvir sem elevar a voz. Então Madre Mazzarello, que enquanto trabalhava falava às postulantes e às noviças, e já havia mudado de lugar várias vezes, mas mesmo assim era como se fosse perseguida por aquele refrão “Eu quero amar Maria…”, por fim, com um sorriso benevolente, disse: “Ide dizer ao Diretor que não é só ele que quer amar Nossa Senhora, mas que nós também queremos amá-la e que ele fique quietinho”.

Agora, para as primeiras missionárias, aquele canto está ligado à memória de Mornese, e é interessante que as irmãs cantem este louvor enquanto deixam a pátria, a família, os Fundadores, num momento de grande desapego. Deixam Dom Bosco e Madre Mazzarello, deixam uma experiência certa para ir ao encontro do desconhecido.

A protagonista deste momento é ainda Maria, a Mãe e Mestra. Aquela que sustenta, consola e encoraja. Talvez estas palavras “Eu quero amar Maria, quero oferecer-lhe o coração”... nos pareçam românticas, e ainda mais ditas  numa linguagem do século XIX, mas vamos ao essencial: Maria é aquela que precede o caminho e o acompanha. Não existe nenhuma de nossas casas ou Inspetoria que não tenha sido pensada e precedida pela Mãe de Deus e Mãe nossa. Ela envolve com grande ternura cada pessoa, cada comunidade educativa, cada atividade e projeto de bem.

Penso que na solenidade da Imaculada possamos recuperar a belíssima experiência das nossas irmãs: Maria está presente às jovens irmãs em partida para as missões; Maria precede o caminho na América, onde espera suas Filhas. (…)

Estes poderiam ser fatos de crônica, e poderíamos parar aqui. Mas este canto, como é descrito na nossa Cronistória, “se perde na onda…” ou melhor “chega do mar uma onda sonora…”. Sabemos que a onda é dinamismo, movimento, não se sabe onde uma onda vai terminar, e esta onda se transmite pelo oceano junto à nossa ação missionária… uma onda que leva o nome de Maria, uma declaração, não só a doçura de uma lembrança, de uma experiência tão importante que nos liga às origens do nosso Instituto, mas uma reflexão para o hoje.

Todas fomos tocadas por esta onda, que ainda ressoa em nós e que nos recorda a presença de Maria em nossa vida, em nossa missão. A onda é sugestiva, é como se ouvíssemos ecoar em nossos ouvidos a potência desta expressão: para nós é uma certeza que nos conforta e nos ajuda a olhar para o futuro com esperança e confiança.

Nesta solenidade da Imaculada, dirijamo-nos a Ela, venerada desde o início em Valdocco e em Mornese como Imaculada Auxiliadora, a mulher da vitória, que vela pela Igreja e pela humanidade inteira e derrota o mal para sempre, para que também a nós conceda a coragem de escolhas missionárias e ao mundo inteiro leve paz e esperança.

Neste momento importante, sentimo-nos em comunhão com toda a Família Salesiana, sobretudo no encontro do círculo mariano.

Boas festas!

Roma, 8 de dezembro de 2025

Irmã Chiara Cazzuola
Superiora geral do Instituto das FMA

Texto integral da Mensagem

4 COMENTÁRIOS

  1. Gracias Madre Chiara por este mensaje tan mornesino y tan vivaz…
    Nos llegó la ola mariana 🌊 para quedar bien “empapadas” en el amor a María….
    Quede tranquila: también nosotras queremos amar a la Virgen 😂😘

  2. Thanks a million for being a daughter of Mary help of Christian. I want to love Mary…SHE is My Beloved Mother..I want to give her my heart ❤️❤️❤️❤️❤️

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