Assis (Itália). Nos dias 23 e 24 de abril de 2026, as noviças do Noviciado Maria Auxiliadora das Filhas de Maria Auxiliadora de Castel Gandolfo, Roma, com a mestra e a assistente, viveram uma peregrinação a Assis junto aos noviços dos Salesianos de Dom Bosco do Colle Don Bosco e a sua comunidade formativa, aos lugares significativos para São Francisco e Santa Clara.
O relato das noviças:
Foi uma ocasião preciosa, especialmente porque se coloca no ano em que a Família Franciscana, e toda a Igreja, celebra os 800 anos da morte do Pobrezinho de Assis. Para nos guiar na descoberta deste santo aparentemente tão conhecido, mas sempre tão rico, estava especialmente o padre Enrico Ponte, SDB, mestre dos noviços.
Foram dias de encontro entre nós e com os dois Santos, que nos provocaram com a sua resposta virginal a Cristo, como resposta de amor ao Amor, ao nos perguntar como estamos vivendo o nosso discernimento na relação com Ele, na vida fraterna e na missão.
No dia 23 de abril, chegamos a Assis iniciando o nosso caminho com a celebração da Eucaristia em Santa Maria dos Anjos e com o primeiro momento de reflexão diante da Porciúncula, ali onde tudo para Francisco começou, símbolo da pequenez das origens e da fraternidade. Diante da capela do trânsito, fomos levados a nos perguntar como desejamos morrer. Francisco morreu nu sobre a terra nua, revestido somente de Cristo: este deve ser o nosso desejo de jovens que estão apostando tudo em Cristo.
Após o almoço vivido fraternamente e uma partida de “barra quebrada”, partimos para a igreja de São Damião. Ali encontramos a figura de Clara: jovem belíssima que, tocada pela paixão com que Francisco pregava e vivia, também se deixou conquistar por Cristo. São Damião é o lugar da primeira comunidade das Clarissas, que exala fraternidade; da pobreza radical que revela a pessoa de Cristo como única riqueza; da amizade entre Clara e Francisco, que tem o sabor da liberdade.
Depois subimos em direção à basílica de Santa Clara para um breve momento de oração diante do Crucifixo de São Damião, para, em seguida, subir ao Eremo das Carceri, um dos lugares onde Francisco viveu a intimidade com Deus na forma da fraternidade. Imerso na natureza e envolto pelo silêncio, tudo fala de pobreza e oração: ali Francisco e os frades faziam experiência do Essencial.
No dia 24, após o início do dia com as Laudes em Santa Maria dos Anjos e um momento de partilha, voltamos à igreja de São Damião e, dali, seguimos para o Santuário da Espoliação, onde celebramos a Eucaristia. Esse lugar nos falou da totalidade com que Francisco viveu a sua entrega a Cristo (a vida consagrada é uma questão de contínuos despojamentos) e com a qual São Carlos Acutis viveu a sua vida.
Chegando à Basílica inferior de São Francisco, a reflexão se concentrou sobre o confronto entre a vida de Francisco com a escolha que muitos de nós, dentro de poucos meses, somos chamados a fazer: a vida consagrada e os votos não são, antes de tudo, uma renúncia, mas um ato de amor e somente quem encontrou o tesouro pode dar tudo.
Fomos então convidados a permanecer diante do túmulo de Francisco, perguntando-nos se o nosso coração é atraído pela vida com a qual estamos nos confrontando, se arde de paixão pelas almas, se deseja uma vida fraterna em Cristo que pede para crescer no perdão recíproco.
Concluímos depois com uma partilha em grupos e o almoço juntos.
Gratas por estes dias compartilhados fraternamente entre nós e com os nossos irmãos Salesianos, levamos conosco esta pergunta que continua a ressoar em nós: estamos dispostas a morrer por amor? Que o Senhor e Nossa Senhora nos acompanhem para nos tornar homens e mulheres todos de Deus.


















