De Timor Leste

De Timor Leste Dili. Nestes últimos dias, a nossa atenção se volta à população de Timor Leste, uma vez mais vítima da violência. Lemos na Misna (Agência de Notícias Missionárias) que na capital Dili aconteceram combates armados entre soldados e ex-militares expulsos há um mês por deserção do exército timorense (Fdtl). Até o momento foi contabilizada uma dezena de vítimas, mas ainda não é possível fazer um balanço claro da situação. Muitas pessoas deixaram as suas residências por medo de serem envolvidas e pediram hospedagem a religiosos, entre os quais os salesianos e as fma, como explicou o Ministro timorense do Exterior José Ramos – Horta à Rádio Nacional Neozelandesa: «Dezenas de milhares de pessoas fugidas de suas casas estão sendo acolhidas em alojamentos, de sorte fora e dentro da cidade. Sente-se sempre um medo palpável entre as pessoas que temem nova violência».
Enquanto isso, o Conselho de Segurança da ONU fez um apelo «A todas as partes envolvidas, a fim de que coloquem um fim à violência e participem ao processo democrático respeitando os direitos humanos e abstendo-se de qualquer ato de intimidação», como afirmou o representante do Congo Brazzaville, Basile Ikouebe, que preside tal órgão durante este mês. A situação, portanto, está em equilíbrio instável ainda que a capital pareça ser a mais envolvida.
Em Timor existem 8 comunidades fma, 3 na capital Dili, testemunhas de outros momentos de crise quando a nação lutava pela própria independência. Entre as irmãs que trabalham em Timor está também Ir. Alma Castagna, natural de Lecco, formada em medicina e presente no país desde 1992. Ir. Alma recebeu do presidente da República Italiana a condecoração oficial de “Honra ao Mérito da República Italiana”, por ocasião do Dia da Mulher, reservada a mulheres “que se distinguem na cultura, na ciência e no social”. Ir. Alma agora está em Venilale, e trabalha como médica num orfanato com mais de cem crianças, na casa de acolhida para mamães e crianças, na escola profissional e no noviciado. Pensemos que este seja um reconhecimento ao trabalho que todas as fma realizam nesta terra, permanecendo ao lado das pessoas mais pobres e indefesas.

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