Rivista DMA

Mulheres apaixonadas

Mulheres apaixonadas Na conclusão das “Linhas Orientadoras da Missão Educativa” lê-se que “a casa do sentido é a vida cotidiana”. No cotidiano, de fato, mais que no extraordinário decide-se o empenho pela vida, pela construção do futuro, pela realização pessoal. Aqui é o lugar em que o sinal pode traduzir-se em expressão concreta que torna visível um valor. É propriamente no cotidiano que encontramos o sentido do ser, do fazer, das escolhas de cada momento.
Habitualmente constrói-se a própria vida sobre coisas simples, sobre o amor recebido e doado, sobre os relacionamentos, sobre o cansaço, algumas vezes sobre a dúvida e a esperança. Quem tem coração e olhos límpidos descobre no dom de cada dia motivos para renovar-se, para descobrir o inédito com suas implicações de surpresa agradável ou de decepção amarga.
O Capítulo Geral XXII envolveu de modo ativo cada FMA e criou expectativas de inovação. Navegando no site do Instituto, entre as páginas do Fórum, leem-se expressões que revelam o desejo de ar fresco para as nossas comunidades. As mesmas capitulares se perguntaram: que inovações podemos oferecer às irmãs, aos jovens, aos leigos que compartilham a nossa missão? Isto continua a ser um desafio para cada uma de nós, uma provocação a abrir caminhos de futuro que sejam traduzidos no cotidiano.
O presente número do DMA permite entrever respostas a este desafio e introduz à reflexão sobre a responsabilidade de cada uma de assumir e levar adiante no cotidiano – casa do sentido – as intuições amadurecidas durante o Capítulo e confiadas a cada FMA. Tornar-se mulheres apaixonadas pode ser uma, entre tantas outras respostas. Mulheres que saibam ler o que está Além em si mesmas e na realidade de todos os dias. Sem resignar-se ao que é repetitivo, mesmo quando as pessoas, os gestos, os horários, os eventos sejam sempre os mesmos. Um coração apaixonado é literalmente penetrado pelo amor, sabe esperar, sabe descobrir o germe do novo escondido nos acontecimentos habituais e que pode vir à luz.
“O que mais a tocou durante o Capítulo?”, foi indagado a algumas das participantes. “As 193 capitulares eram mulheres apaixonadas – foi uma das respostas – que participaram de tudo: reflexões, orações, debates, recreações, passeios. Elas demonstraram um grande amor ao Instituto também por meio de expressões diferentes e discordantes!”.
Talvez em nossas comunidades tenhamos necessidade de introduzir frêmitos de paixão – paixão por Cristo e pelos jovens – apesar das nossas diferenças; de tornar cada dia uma oportunidade para coisas inéditas e boas, construindo pontes de esperança e de novidade. Isto, ninguém decide por nós: o impulso de partida vem somente da escolha livre de cada uma.
Assim fizeram as mulheres de Jerusalém no seguimento de Jesus até o final de sua paixão. A primeira entre todas foi Maria, que permaneceu em pé junto à cruz.

gteruggi@cgfma.org

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