Rivista DMA

Semelhantes e próximos

Semelhantes e próximos Faz pouco tempo, foram concluídas as celebrações em preparação à festa anual da gratidão em torno do tema: Lançar juntas a ponte da esperança. Nos nossos olhos ficou a imagem da ponte que concretiza o projeto missionário de Dom Bosco e de Maria Domingas Mazzarello e que representa o caminho de comunhão e de abertura solidária em ato nas nossas comunidades e em cada uma de nós. A metáfora é sugestiva. Mas bem sabemos que não é fácil construir pontes. Porque isto comporta demolir muros. Traçar atalhos de unidade onde existem divergências. Sair de espaços restritos que dão segurança para abrir-se ao novo e ao imprevisto. Tornar o coração hospitaleiro e acolhedor.
No recente filme “A Zona”, do diretor mexicano Rodrigo Plá, são confrontados um quarteirão residencial, a zona precisamente, e uma paupérrima favela. Um ladrãozinho do quarteirão pobre penetra na zona do bem-estar e cria agitação por parte dos ricos privilegiados e da polícia, que se desdobra para descobrir o intruso. Nenhum deles coloca em discussão a trágica disparidade de vida e as múltiplas injustiças que tanta gente suporta. Mas propriamente ali nasce a inesperada amizade entre o pequeno ladrão e o coetâneo filho dos ricos, que tenta salvá-lo. “Um sentimento puro, que nasce para além dos preconceitos. Somente os dois jovenzinhos conseguem ver-se como na realidade são: semelhantes e próximos”.
Com freqüência são os pobres, os desvalidos, os pequenos que têm o carisma da acolhida, que descobrem a igualdade humana que faz emergir mais a semelhança que a diferença. Por isso, muitas vezes, os pobres, os pequenos, os simples são os nossos mestres e sabem intuir onde existe injustiça, medo, necessidade de segurança. Conhecem a solidariedade e a reciprocidade.
O fenômeno da mobilidade humana explodiu no mundo globalizado: um sinal dos tempos. Cada território já se assinala como mosaico de culturas diferentes e somos chamados a viver lado a lado com imigrantes, refugiados, estrangeiros que pedem um espaço de vida e de relações para si e para os seus entes queridos, não obstante as demoras legais que tendem a impedir os fluxos migratórios.
No Instituto, há alguns anos está-se levando adiante o projeto Por uma casa comum na diversidade dos povos. As nossas comunidades são chamadas a ter olhos e corações abertos a este fenômeno planetário, novo, complexo. A contribuição a ser oferecida pode ser limitada, mas não podemos eximir-nos da sensibilização ao problema e da procura ativa de caminhos para resolvê-lo. Como comunidades educativas, como família salesiana, em rede com homens e mulheres empenhados nas mesmas fronteiras.
Tencionamos realizar “tudo isso – precisa o projeto – para que o diálogo possa incidir nos vértices, mas a partir da base, das relações habituais da vida cotidiana, onde a convivência pacífica e a harmonização das diferenças são mais espontâneas e concretas e fazem sentir aquele calor de caridade que alarga o coração e devolve o gosto de viver”.
Maria, mulher que viveu o exílio e a exclusão, nos provoca a intensificar gestos de acolhida em particular com relação às mulheres, às meninas, aos meninos indefesos que moram nos nossos quarteirões e que chegam às nossas casas.

gteruggi@cgfma.org

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